não não, eu vim de longe pra escrever aqui também.
qualquer coisa que faça sentido no meio da chuva, depois desse copo de vinho em cima da mesa. procuro uma casa já tendo várias, só porque resolveram um dia que tempo era diferente de espaço. eu acredito que tempo e espaço é tudo a mesma coisa, e ainda, que é tudo luz. apenas luz. pra fazer enxergar no escuro o que não dá pra ser ouvido, esse é o tempo. pra fazer falar junto com o amanhecer do dia tudo aquilo que todos falam mais ninguém ouve, pra isso veio o tempo.
e mesmo se a chuva encher mais uma vez meu copo, ainda assim vou ter sede. pela décima oitava vez um carrou passou na poça d`água e vez chhhhhuuuuaap. agora foi a vez do ônibus, amanhã a minha. porque não tem luz que caiba na mão nem no dedo, só mesmo algumas gotas. só, algumas gotas.
lembro quase todas as noites antes de dormir que se a luz não existisse não existiria tempo, nem passado. tem gente que sabe mais sobre isso. todos eles sabem. eles me disseram no décimo oitavo carro. o ônibus só veio pra contaminar o que eu já sabia.
pela mania de contabilizar, existem três bonecas na parede. todas com saia listrada. nenhuma bebe, nenhuma tem dedo. todas são felizes, mas cada um tem um brilho diferente no olhar.
o sino tocou e nenhum anjo caído me apareceu. nem a nova profecía, nem o vinho. somos todos artistas e estamos juntos porque a luz existe já desde de muito antes mesmo de nós querermos ser.
qualquer coisa que faça sentido no meio da chuva, depois desse copo de vinho em cima da mesa. procuro uma casa já tendo várias, só porque resolveram um dia que tempo era diferente de espaço. eu acredito que tempo e espaço é tudo a mesma coisa, e ainda, que é tudo luz. apenas luz. pra fazer enxergar no escuro o que não dá pra ser ouvido, esse é o tempo. pra fazer falar junto com o amanhecer do dia tudo aquilo que todos falam mais ninguém ouve, pra isso veio o tempo.
e mesmo se a chuva encher mais uma vez meu copo, ainda assim vou ter sede. pela décima oitava vez um carrou passou na poça d`água e vez chhhhhuuuuaap. agora foi a vez do ônibus, amanhã a minha. porque não tem luz que caiba na mão nem no dedo, só mesmo algumas gotas. só, algumas gotas.
lembro quase todas as noites antes de dormir que se a luz não existisse não existiria tempo, nem passado. tem gente que sabe mais sobre isso. todos eles sabem. eles me disseram no décimo oitavo carro. o ônibus só veio pra contaminar o que eu já sabia.
pela mania de contabilizar, existem três bonecas na parede. todas com saia listrada. nenhuma bebe, nenhuma tem dedo. todas são felizes, mas cada um tem um brilho diferente no olhar.
o sino tocou e nenhum anjo caído me apareceu. nem a nova profecía, nem o vinho. somos todos artistas e estamos juntos porque a luz existe já desde de muito antes mesmo de nós querermos ser.
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